José Marques, artesão residente em Aveiro, tem um currículo no mundo do crime verdadeiramente notável: esteve preso por falsificar moeda, entre 4 de Fevereiro de 1994 e 24 de Março de 2000. Saiu em liberdade e voltou à cadeia dois anos depois: entre 23 de Novembro de 2002 e 9 de Novembro de 2010.
Há seis anos que estava em liberdade e voltou esta terça-feira a ser apanhado. Liderava uma rede que se preparava para dar o golpe de uma vida: tecnologia de ponta que permitia falsificar na perfeição notas de 500 euros. O mercado das notas seria o Leste Europeu e África, com lucros elevados.
Os três suspeitos foram presos na terça-feira pela Polícia Judiciária do Porto. A maior parte das máquinas apreendidas estava em Barcelos – de onde José Marques é natural –, na posse de outro dos suspeitos, também com cadastro. Encontravam-se em laboração quando os inspectores da PJ entraram no espaço. Finalizavam os últimos testes. O objectivo era encontrar a falsificação mais aproximada.
No laboratório improvisado, as autoridades encontraram ainda máquinas de cunhar moedas. Moedas de dois euros que facilmente são introduzidas no mercado. O lucro é claramente inferior, mas a falsificação é mais fácil de ser colocada em circulação. Fazia ainda parte do grupo um informático. Tratava da ligação dos computadores à maquinaria, de forma a que nada falhasse. O grupo será esta quarta-feira ouvido em primeiro interrogatório judicial, no Porto.

