Pelas 21:11 do dia 03-10-2020 o cidadão José Carlos Fernandes Vidigal (Lito Vidigal), treinador principal do CS Marítimo, na conferência de imprensa após o jogo frente ao FC Porto no Estádio do Dragão, dirigiu-se a um jornalista da Rádio Regional com modos/termos impróprios e que merecem uma tomada de posição pública e esclarecedora
A Rádio Regional destacou dois jornalistas para a cobertura do jogo FC Porto x CS Marítimo.
O jornalista da Rádio Regional questionou Lito Vidigal nos seguintes e exatos termos:
“Boa Noite Lito Vidigal. Ouvi as questões anteriores, não fiquei esclarecido, pergunto sobre qual foi a tática, a sua estratégia, para com apenas 29% de posse de bola e um terço dos remates (interrompido por Lito Vidigal) e se esse resultado teve alguma relação com a falta de eficácia do Porto, ou seja, se houve aqui Marítimo a mais ou Porto a menos ?” Pretendia o nosso jornalista saber, no fundo, como perante o campeão nacional se vence “sem bola” (leia-se jogo jogado).
Lito Vidigal interrompe o jornalista da Rádio Regional e acusa-o de (citamos) “não percebe nada de futebol” (fim de citação) dizendo ainda que se tratava de uma pergunta com segundas intenções sem conseguir esconder a sua flagrante expressão facial.
A Administração entende tomar as seguintes posições:
A questão formulada obedece a todos os requisitos técnicos e cumpre com todos os preceituados termos éticos e deontológicos do jornalismo em conformidade com o Estatuto do Jornalista previsto na Lei 1/99 de 01 de Janeiro e sua Declaração de Retificação 117/2007.
O cidadão Lito Vidigal, na qualidade de Treinador de Futebol Profissional, é livre de não responder a questões, mas não é livre de desrespeitar terceiros sempre que confrontado com questões mais ou menos “convenientes”.
O jornalismo não tem que ser simpático mas sim verdadeiro, assente em factos que cumpram objetivamente os desígnios de interesse público que neste caso é inequívoco.
Compreendemos que fosse “conveniente”, ou simpático, dar coro à “presunção e água benta”, mas a Rádio Regional rege-se por factos concretos comprováveis e verificáveis pelos nossos jornalistas.
Factos é que Sérgio Conceição, já antes, tinha denunciado que “Lito Vidigal disse aos jogadores para se deitarem no chão, e o árbitro ouviu.“ (notícia Record).
Factos é que apenas 45 minutos de jogo mereceram uns raros e preocupantes 10 minutos de tempo extra.
Factos é que na véspera do jogo – nada que não fosse espectável – Lito Vidigal foi objetivamente convidado a “não envergonhar o futebol português” (notícia TVI).
Até compreendemos que Lito Vidigal visse neste resultado a sua oportunidade de ser “notícia mundial” mas os factos dizem, isso sim, que foi o jogo onde provavelmente foram dados mais pontapés no relógio do que na bola.
Pelo que o jornalista da Rádio Regional, em plena pertinência e oportunidade, questionou – e pelos vistos incomodou – Lito Vidigal que cabalmente explicasse o “mérito” daquele resultado face às evidências.
A Rádio Regional nunca negará as evidências dos factos. Seja mais ou menos “conveniente”, mais ou menos simpático, a notícia será sempre o espelho da verdade.
Contra todos aqueles que escondem, branqueiam e negam a verdade, a Rádio Regional colocará sempre as questões que o direito a informar e ser informado se exigem. Acreditamos que a verdade foi e será sempre uma chave mestra que abrirá todas as portas.
O passado recente já demonstrou que o jornalismo corajoso mas “inconveniente” destes mesmos jornalistas deixou a descoberto aquilo que a “conveniência” branqueou durante anos. Não contem connosco para as conveniências porque a verdade não tem que ser necessariamente simpática.
Em conclusão, o jornalista em causa tem todo o apoio desta Administração, cumpriu exemplarmente o seu trabalho, e continuará a desempenhá-lo exatamente nos mesmos termos, independente dos estados de alma dos visados nas notícias que já publicamos há 20 anos.
A Administração;
JAF/MPG/VF
2020-10-03 @ 23:59

