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ANTÓNIO COSTA DÁ ‘NEGA’ A RUI RIO E RECUSA ACORDO DE GOVERNO PÓS-ELEIÇÕES

O primeiro-ministro e líder do PS, António Costa, rejeitou hoje negociar acordos de governo a dois anos com o PSD de Rui Rio, defendendo que “o país precisa mesmo é de estabilidade durante quatro anos”.

Numa entrevista à CNN Portugal, que será hoje emitida, António Costa respondeu ao repto lançado pelo líder social-democrata para responder se aceita negociar um acordo de governo a dois anos, no caso de o PSD vencer as eleições.

“Não. Esse é um cenário que nunca se colocará”, respondeu o líder socialista, considerando que a ideia lançada por Rui Rio traduz-se numa “proposta de quem não tem experiência da ação governativa, porque o que ele propõe é que haja uma espécie de acordo para um governo provisório de dois anos”.

“Ora, o país não precisa de governos provisórios de dois anos, o país precisa mesmo é de estabilidade durante quatro anos. Precisa de uma solução para quatro anos”, defendeu.

Costa recuou a 2015 para sublinhar ele próprio e o então Presidente da República Cavaco Silva exigiram acordos escritos ao BE, PCP e PEV com “horizonte da legislatura”.

“Podiam ter corrido mal e não ter chegado ao fim. Felizmente, correram bem e chegaram até ao fim. Foram aliás das soluções interpartidárias mais estáveis que houve no país até agora. Mais estáveis do que a Aliança Democrática, mais estáveis do que qualquer uma outra e mais duradouras (durou mais ou menos seis anos). Enfim, com altos e baixos, mas durou seis anos”, vincou o chefe do executivo.

Na entrevista à jornalista Anabela Neves, na residência de S. Bento, António Costa considerou mesmo que “ninguém faz acordos para dois anos”.

“Isto não é uma espécie de ‘vamos aqui distribuir entre nós uma espécie de rotativismo bianual no âmbito centrão’. Isso é absolutamente indesejável para a nossa democracia e acho que ninguém deseja isso”, argumentou.

Questionado se imaginaria Rui Rio sentado na sua secretária em S. Bento, o primeiro-ministro respondeu a sorrir: “Se for essa a vontade dos portugueses, assim será. Enfim, não sei se ele gosta da secretária ou se quer mudar a secretária [risos]”.

“Mas a vida política é isto, é um contrato a prazo permanente. As pessoas sabem que quando estão numa função política saem de manhã de casa nessa função e podem regressar a casa já sem qualquer tipo de função. Isso é perfeitamente normal, acrescentou.

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