RÁDIO REGIONAL
ECONOMIA & FINANÇAS

GÁS: DECO DENUNCIA FACTURAÇÃO ABUSIVA

A Deco acusa a EDP Comercial, a Galp, Goldenergy e Lisboagás de cobrarem desde janeiro pelo menos 10 milhões de euros aos clientes de gás natural pela taxa de ocupação do subsolo, que passou a ser um encargo das empresas.

Em declarações à Lusa, o economista da Deco Tito Rodrigues explicou que o Orçamento do Estado de 2017 (OE2017), que entrou em vigor em 01 de janeiro, define que o imposto volta a ser pago pelas empresas operadoras, depois de quase uma década a ser pago por consumidores domésticos.

Mas a EDP Comercial, a Galp Energia, Goldenergy e Lisboagás, que têm mais de 80% da quota de mercado nacional de gás natural, continuaram a cobrar a taxa de ocupação do subsolo (TOS) aos seus clientes nas faturas de 2017.

“Tendo em conta uma factura de um casal em que a TOS [que varia em função do consumo do agregado] é de 2,5 euros, multiplicados pelos 1,3 milhões de lares com gás natural, totaliza 3,25 milhões de euros por mês. Portanto, estamos a falar de cerca de 10 milhões de euros cobrados abusivamente por parte destes operadores desde o início do ano”, adiantou à Lusa o economista, referindo que se trata de uma estimativa conservadora.

Em declarações à Lusa, Tito Rodrigues adiantou que a Deco já informou a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticas (ERSE) sobre esta situação, considerando que “é urgente que o regulador venha de forma muito energética regularizar e garantir que os consumidores são ressarcidos”.

De acordo com a associação de defesa do consumidor, a espanhola Endesa não está a cobrar a TOS aos clientes e nos restantes fornecedores não foi possível perceber se estão ou não a cumprir a legislação.

Até à entrada em vigor do OE2017, os custos com a TOS eram suportados pelos consumidores de gás natural de cada município (que cobram a referida taxa), sendo a sua cobrança feita através das facturas do fornecimento do gás natural emitidas pelas empresas concessionárias de distribuição de gás natural.

Mas entretanto, em 01 de Janeiro, este imposto municipal passou a ser um encargo das empresas, em vez de ser suportado pelos consumidores.

Para o economista, os comercializadores estão fazer “uma interpretação abusiva” do tempo que lhes foi dado – que termina hoje – para fazer o levantamento da rede de infraestruturas que utilizam (para o apuramento da TOS), considerando imperativo que o regulador tenha uma “intervenção muito energética”.

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

ELETRICIDADE NO MERCADO REGULADO SOBE 2,7% A PARTIR DE OUTUBRO

Rádio Regional

VILA REAL: PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS PREOCUPA BOMBEIROS

Rádio Regional

COMBUSTÍVEIS: GASÓLEO SOBE QUATRO CÊNTIMOS E GASOLINA DESCE SEIS

Rádio Regional

PETRÓLEO SUPERA 100 DÓLARES COM TENSÃO GEOPOLÍTICA – CRISE

Rádio Regional

GOVERNO PROLONGA APOIO DE 25 EUROS À BOTIJA DE GÁS ATÉ AO FINAL DO ANO

Rádio Regional

CABAZ ALIMENTAR DESCE LIGEIRAMENTE, MAS CUSTA MAIS DEZ EUROS QUE EM 2026

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.