A procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, voltou a prorrogar o prazo para ser deduzida uma acusação no âmbito da Operação Marquês, em que o ex-primeiro-ministro José Sócrates é arguido. Apesar de a equipa de investigação e o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal terem apontado o final de Julho como data máxima previsível para encerrarem o inquérito, a magistrada optou por não lhes fixar um prazo.
Joana Marques Vidal determinou esta quinta-feira que a investigação só terá de ser concluída no prazo de três meses a contar da data da devolução da última carta rogatória enviada por Portugal às autoridades de outros países, solicitando-lhes diligências judiciais. Ora segundo a procuradora-geral da República ainda há várias cartas rogatórias por cumprir, não sendo possível prever a data de devolução de uma delas.
“De modo a prevenir as contingências relacionadas com os prazos que se encontram em curso para que as cartas rogatórias pendentes na Suiça possam ser devolvidas, situação que não depende de qualquer concreta actuação do Ministério Público ou do órgão de polícia criminal que o coadjuva, considera-se adequado que o inquérito seja encerrado no prazo de três meses a contar da data da devolução e junção ao inquérito da última cara rogatória a ser devolvida”, refere um comunicado do gabinete de imprensa de Joana Marques Vidal.
LUSA

