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INCÊNDIOS: PSD QUESTIONA MINISTÉRIO DA SAÚDE

Um bombeiro da Corporação de Castanheira de Pera, ferido gravemente num acidente durante a tragédia em Pedrógão Grande, terá demorado mais de 10 horas até ser levado para o Hospital da Prelada, no Porto. Rui Rosinha foi duas vezes ao centro de saúde local, que não tinha resposta para tais ferimentos.

O caso foi denunciado pelo PSD, esta quinta-feira, que exigiu explicações não só ao Ministério da Saúde, como também ao Ministério da Administração Interna.

Segundo o documento, que o JN opblicou, no sábado, o bombeiro ficou “gravemente ferido no acidente que envolveu uma viatura civil e um carro de combate aos incêndios, cerca das 20 horas”, na EN236-1, a via onde, cerca de uma hora antes, terão morrido dezenas de pessoas dentro dos seus carros ou nas bermas, devido ao avanço das chamas.

Referem os três deputados do PSD eleitos por Leiria, Teresa Morais, Pedro Pimpão e Margarida Balseiro Lopes, que o bombeiro só viria a dar “entrada no Hospital da Prelada, no Porto, às 6.02 horas da manhã, do dia 18”, onde ainda permanece internado.

Rui Rosinha foi obrigado a ir, “por duas vezes”, ao Centro de Saúde de Castanheira de Pêra. “Uma primeira vez pelas 21.30 horas e uma segunda vez cerca das 24 horas [meia-noite]”.

O que justificou que um bombeiro ferido desde cerca das 20 horas tenha sido sujeito a uma espera de dez horas até chegar a um hospital?”, perguntam os deputados social-democratas, que exigem saber ainda “o que explica que o mesmo bombeiro tenha passado por duas vezes pelo mesmo Centro de Saúde de Castanheira de Pera, com cerca de duas horas e meia de intervalo entre essas duas passagens”, quando “já se tinha percebido que o paciente carecia de internamento urgente”.

De acordo com a vice-presidente da Câmara Municipal de Castanheira de Pera, Ana Paula Neves, em declarações à TVI24, numa primeira fase o centro de saúde estava fechado. “Fomos a correr a casa de uma funcionária pedir para abrir o Centro de Saúde. Um dos bombeiros pedia para lhe darem uma injeção para ele morrer, tais eram as dores. Então, mobilizámo-nos e tivemos enfermeiras, uma médica, um médico que estava cá… e foi assim que tomámos quase de assalto o Centro de Saúde. Tentamos socorrer, mas é evidente: os armários estavam fechados, não havia medicação para as dores, não havia as mínimas condições. Estas coisas não podem acontecer”, disse à estação de televisão, mostrando-se revoltada com a situação.

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