PJ detém cinco estrangeiros. Estão acusados dos crimes de rapto, extorsão agravada, ofensa à integridade física qualificada e roubo. Identificavam viciados em jogo. Depois emprestavam-lhes dinheiro para alimentar o vício a troco de juros muito altos. Por fim, quando os devedores não tinham como pagar, usavam de extrema violência chegando a raptar as vítimas para obrigar a pagar o dinheiro em dívida.
Esta segunda-feira, a Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), anunciou a detenção em flagrante do grupo. Trata-se de três homens e duas mulheres, todos estrangeiros, com idades entre os 44 e os 47 anos.
Estão acusados dos crimes de rapto, extorsão agravada, ofensa à integridade física qualificada e roubo.
As detenções ocorreram depois de uma denúncia relativa a uma pessoa que se encontrava privada de liberdade, na sequência de um rapto. A PJ devolveu a vítima à liberdade.
A investigação tinha-se iniciado recentemente por suspeitas de actividade criminosa do grupo que se dedicava à prática da usura, do roubo, da extorsão e ofensa à integridade física qualificada, tendo por alvo vítimas que tinham em comum a nacionalidade e o vício do jogo.
Segundo o comunicado, este grupo começava por emprestar elevadas quantias monetárias a jogadores que se encontravam em dificuldades financeiras momentâneas, mediante a cobrança de juros diários exorbitantes.
Na sequência do incumprimento dos pagamentos, ou perante a perda dos montantes emprestados, o grupo criminoso actuava sobre as vítimas com extrema violência, recorrendo também a raptos, como forma de as forçar à entrega de todos os bens de valor em sua posse e ainda de outros.
Segundo a PJ, a investigação vai prosseguir por forma a conhecer a amplitude das acções criminosas em causa.

