Dia após dia, Portugal tem batido recordes pelos piores motivos. Este sábado foram registadas 226 ocorrências, o maior número de incêndios do ano num só dia – mais seis do que na sexta-feira. Só em três horas, entre as 15.00 e as 18.00, Portugal tinha 70 fogos activos. A situação em Coimbra, Miranda do Corvo e Cantanhede foi mesmo considerada grave e com potencial de catástrofe, o que obrigou à activação dos planos de emergência de protecção civil, que define o modo de actuação dos vários organismos, serviços e estruturas a empenhar em operações de protecção.
A imagem do país a arder levou a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, ao comando da Autoridade Nacional de Protecção Civil, em Carnaxide, para se “inteirar do ponto da situação dos incêndios a nível nacional, anunciando de seguida que Portugal accionou o Mecanismo Europeu de Protecção Civil. A ministra, que espera apoios de outros países já a partir de hoje para ajudar no combate aos incêndios, explicou a decisão por “uma questão de prudência”, tendo em conta as previsões meteorológicas para os próximos dias.
O apoio que chegar de fora irá juntar-se às largas dezenas de bombeiros que estão no terreno de norte a sul do país, aos 600 militares do Exército e aos cem da Marinha que foram este sábado enviados para combater os incêndios mais preocupantes: nos concelhos de Coimbra, Cantanhede, Montemor-o-Velho, Ferreira do Zêzere e Tomar.

