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SPORTING CP X VITÓRIA SC: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

O Sporting deu mais um passo importante rumo ao título num jogo em que dominou toda a primeira parte sem criar muitas oportunidades de golo, mas quem tem Bragança, Trincão, Pedro Gonçalves, Gyokeres está sempre perto de marcar. O segundo golo é uma autêntica obra de arte na movimentação, timing e critério de passe e finalização do avançado sueco que voltou aos golos.

Álvaro Pacheco alterou substancialmente o seu 11 titular depois do desgaste do jogo do Dragão para a Taça de Portugal introduzindo Bruno Varela, Maga, Tomás Ribeiro, André André, Butzke e Kaio César, mas a equipa não se conseguiu soltar para o contra-ataque, limitando-se a uma boa organização defensiva que foi contrariada nos 2 golos pelo talento dos jogadores do Sporting.

A colocação de André André ao lado de Handel e Tiago Silva poderia dar alguma vantagem no meio-campo, mas o bom jogo de Bragança e Hjulmand e a boa pressão coletiva do Sporting impediu a ligação ao ataque onde Butzke e Kaio não conseguiram individualmente resolver o problema de nunca terem sido bem servidos.

Na segunda parte, o treinador vimanerense tentou retificar uma aposta perdida, mas o Sporting marcou o terceiro golo e depois geriu a seu bel-prazer o jogo e o resultado a pensar na visita ao Dragão.

Ruben Amorim utilizou o seu melhor trio de centrais tendo St. Juste em boas condições físicas e a aposta em Bragança no lugar de Morita dá outra qualidade nos passes frontais e na forma como no corredor central se aproxima dos avançados. Fez uma primeira parte segura e com paciência foi encontrando o caminho para a baliza de Varela com a intervenção dos seus jogadores mais talentosos, marcou 2 golos e no início da segunda parte entrou forte e decidiu o jogo. Depois do 3-0 geriu e desperdiçou a possibilidade de ainda marcar mais golos, demonstrando uma enorme superioridade sobre os vimaranenses.

Num jogo coletivo de grande qualidade, Pedro Gonçalves, Bragança, Trincão e Hjulmand exibiram-se em excelente nível, mas o fator diferenciador neste jogo e na época é o ponta-de-lança sueco Viktor Gyokeres.

No Vitória Borevkovic não foi suficiente para parar a avalanche ofensiva sportinguista e juntamente com Tiago Silva, Handel e Kaio César foram quem mais tentou inverter um jogo de sentido único. Jota Silva entrou demasiado tarde…

Cláudio Pereira com o seu critério largo favoreceu a dinâmica do jogo e não teve influência no resultado.


José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.

Fonte: Vídeo Sport TV

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