Nove dias depois de ser conhecida a existência de um surto de legionella no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa (detectado na quarta-feira, 31 de Outubro), sabe-se que já estão confirmados pelo menos quatro focos de contaminação neste estabelecimento de saúde. Dois dos resultados positivos, onde foi identificada a bactéria, referem-se a duas torres de refrigeração do hospital e os outros dois, a pontos de água. Contudo, só nas duas torres de refrigeração já está confirmada a existência da legionella patogénica, ou seja, aquela que provoca a doença.
O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, que está a levar a cabo este trabalho, recolheu amostras em 11 pontos do Hospital São Francisco Xavier. O trabalho de análise das amostras ambientais é a parte mais demorada do processo uma vez que implica sempre cultura: é preciso cultivar a bactéria numa placa de Petri, e pode demorar até 14 dias até se conseguir fazer a extracção do ADN. Segundo a SÁBADO, foi recolhido pelo menos um litro de água em cada ponto de água do hospital e que são precisas pelo menos quatro horas só para preparar a amostra (ou seja, filtrar o que é realmente importante).
De acordo com a Direcção-Geral de Saúde, a data da primeira contaminação terá sido a 27 de Outubro. Até hoje já foram confirmados 41 casos de legionella pela Direcção-Geral da Saúde, duas pessoas morreram e cinco estão internadas nos cuidados intensivos.
Também foi numa das torres de refrigeração da empresa Adubos de Portugal, em Alverca, que teve origem o surto de legionella de Novembro de 2014, que provocou 12 mortes e infectou 375 pessoas.

