A viagem de Sónia Fertuzinhos à Suécia a convite da Raríssimas está a ser investigada pela Polícia Judiciária. A deputada socialista, que é companheira do ministro do Trabalho e da Segurança Social, José António Vieira da Silva, foi até aquele país nórdico para participar numa conferência organizada pela rede europeia de doenças raras (Eurordis). Os custos da viagem, segundo a versão da própria deputada, terão sido inicialmente pagos pela associação, que terá sido mais tarde reembolsada pelos parceiros europeus. Os inspectores querem saber se isso é verdade.
A informação é avançada esta sexta-feira pelo Correio da Manhã, que concretiza as intenções da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ: os investigadores querem perceber se foi usado dinheiro da Raríssimas na deslocação de Sónia Fertuzinhos à Suécia, nos dias 8 e 9 de Setembro de 2016. Se se confirmar que a associação não foi ressarcida pelos expensas daquela viagem, a deputada socialista pode ser acusada do crime de recebimento indevido de vantagem.
Na quinta-feira, a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa já dava pistas nesse sentido, indicando que os inspectores estavam à procura de provas sobre “ilícita apropriação de recursos financeiros de IPSS com actividade na área da saúde, pela respectiva presidente, com recurso a procedimentos irregulares vários, o reembolso de supostas despesas incorridas no exercício dessas funções, através da apresentação de documentação com informações falsas, e o indevido pagamento, por essa IPSS, de viagens a titulares de cargos públicos”.

