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DEPRESSÃO MARTINHO NA ORIGEM DE 858 NOVAS OCORRÊNCIAS

Portugal continental registou entre as 00:00 e as 18:00 de hoje 858 ocorrências associadas à passagem da depressão Martinho, a maioria por quedas de árvores e estruturas que afetaram sobretudo a Grande Lisboa e a Península de Setúbal.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) detalhou à Lusa que a incidência das ocorrências foi na região de Grande Lisboa e Península de Setúbal, com queda de árvores, queda de estruturas e limpezas de via.

As 858 ocorrências registadas hoje juntam-se às 8.600 situações registadas nos últimos dois dias, mais precisamente entre as 00:00 de quarta-feira e as 22:00 de quinta-feira, relacionadas com as condições meteorológicas adversas devido à passagem da depressão Martinho, com chuva, vento e agitação marítima fortes.

Num balanço anterior feito hoje, a autoridade tinha relatado a ocorrência de 185 ocorrências entre as 00:00 e as 12:00.

As 858 ocorrências não contemplam as ocorridas no concelho de Lisboa, que é responsabilidade dos bombeiros sapadores de Lisboa.

A Lusa contactou os sapadores de Lisboa, que remeteram dados para mais tarde, explicando que ainda continuam a ser destacados para ocorrências relacionadas com o mau tempo.

A ANEPC referiu ainda no balanço mais recente que não tem registo de novos feridos.

Entre os feridos associados à passagem da depressão Martinho, destaca-se uma mulher, “com cerca de 30 anos”, que na quarta-feira foi atingida por uma árvore na Lagoa Azul, em Sintra, no distrito de Lisboa, e que se mantém hoje internada com “prognóstico muito reservado”, informou à Lusa fonte da autarquia.

Em resultado do mau tempo, menos de 1.000 clientes fornecidos pela E-Redes – Distribuição de Eletricidade estavam, pelas 19:30 de hoje, sem energia devido aos efeitos do mau tempo, revelou a empresa, depois de um pico de 185 mil clientes afetados a nível nacional, devido à passagem da tempestade Martinho, pelas 01:00 de quinta-feira.

A passagem da depressão Martinho, com chuva, vento e agitação marítima fortes, provocou milhares de ocorrências no continente português, na maioria quedas de árvores e estruturas, sobretudo na madrugada de quinta-feira, quando vigoraram avisos meteorológicos laranja, o segundo nível mais grave.

Estradas, portos, linhas ferroviárias, espaços públicos, habitações, equipamentos desportivos, viaturas e serviços de energia e água foram afetados, em especial nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Centro e Sul, registando-se um ferido grave e perto de uma dezena de feridos ligeiros.

Na noite de quarta para quinta-feira, os ventos fortes ajudaram a propagar cerca de meia centena de incêndios rurais no Minho, sem registo de vítimas ou danos em habitações, numa época pouco propícia a fogos.

O cenário de chuva e ventos fortes vai manter-se até sábado, segundo as autoridades.

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