Os professores colocados em escolas a mais de 70 quilómetros de casa vão mesmo receber um apoio à deslocação a partir de setembro, mas o valor será maior para quem estiver em zonas com falta de docentes. A proposta final do Governo, apresentada aos sindicatos, prevê um bónus que eleva o subsídio máximo para 500 euros mensais.
De acordo com o Ministério da Educação, o universo de beneficiários passará dos 2.807 do ano passado para mais de oito mil já no arranque do próximo ano letivo, num investimento estimado de 25 milhões de euros.
Para a maioria, os valores mantêm-se entre 150 e 450 euros, dependendo da distância. No entanto, os docentes em escolas de zonas consideradas carenciadas terão uma majoração: receberão 165 euros (se estiverem a menos de 200 km), 335 euros (entre 200 e 300 km) ou 500 euros (a mais de 300 km).
A medida antecipa e ajusta um diploma aprovado em março no parlamento, com o Governo a justificar o bónus como um “incentivo adicional” para atrair e fixar professores nas regiões mais necessitadas do país.
