De Pauleta, Antero Henrique, Rui Barros e o Treinador Francisco Chaló foram algumas das muitas pessoas desde as 15 horas de hoje marcaram presença nas homenagens a Jorge Costa no Estádio do Dragão.
O Estádio do Dragão, palco de tantas das suas glórias, tornou-se esta quarta-feira o cenário do adeus a Jorge Costa. O mundo do futebol juntou-se para prestar a última homenagem ao eterno capitão e diretor de futebol do FC Porto, que morreu na terça-feira aos 53 anos, e as palavras de quem com ele partilhou a vida pintam o retrato de um homem maior que o jogador.
Antigos colegas, adversários e dirigentes, de Sérgio Conceição a João Vieira Pinto, de Bosingwa a Raul Meireles, fizeram questão de marcar presença, mas foram os testemunhos de figuras como Pedro Pauleta, Antero Henrique, Francisco Chaló e Rui Barros que melhor traduziram a dor e a admiração.
Pauleta: “Impossível não gostar dele”
Pedro Pauleta, antigo colega na Seleção Nacional, recordou um líder que impunha “respeito natural”. “Morria pelo F. C. Porto e pela seleção nacional”, afirmou o dirigente da FPF. “Dentro do campo todos o conheceram, fora era uma pessoa formidável, sempre bem disposto. Todos gostávamos muito dele, mesmo os jogadores das equipas rivais. Via-se que estava feliz por ter voltado ao clube de coração. Costumamos falar bem das pessoas quando morrem, mas neste caso é inteiramente justo”.
Antero Henrique: “Um irmão que a vida me deu”
Numa rara aparição pública, o antigo diretor-geral do FC Porto, Antero Henrique, falou de uma ligação profunda. “Jorge Costa foi uma pessoa muito especial para mim, um aliado, um irmão que a vida me deu. Estou muito triste”, confessou à SportTV. Antero deixou ainda um “agradecimento público” pela ajuda silenciosa que sempre recebeu do antigo capitão, sublinhando a sua dimensão humana, exemplificada pela “amizade com o Rui Costa, sendo alguém tão portista”.
Francisco Chaló (treinador): “Um líder natural”
O treinador que partilhou com Jorge Costa o curso de formação da UEFA Pro (curso de treinador Nivel IV) destaca a “personalidade incontornável a nivel nacional com uma carreira extraordinária pelo FCP, consubstanciada com títulos e, sempre, ligado como capitão exercendo essas funções de forma exemplar (..) um guerreiro com raça dentro do campo, sendo afável e com sentido de humor no seu quotidiano” adiantou Francisco Chaló à Rádio Regional.
Rui Barros: “No domingo estava feliz”
Rui Barros, que partilhou inúmeras “batalhas e almoçaradas”, lembrou o “guerreiro” em campo e o amigo “adorável” fora dele. “Falei com ele no domingo e estava feliz, estava no clube dele. Foi duro receber esta notícia”, disse ao Porto Canal. O “ninja” recordou a generosidade de Jorge Costa quando regressou de um empréstimo: “O Vítor Baía devolveu-lhe a braçadeira de capitão. Desde o primeiro dia que esteve disponível para nos ajudar. Sou um privilegiado por ter vivido aqueles momentos ao lado dele”.
Rui Barros concluiu, reforçando a imagem de um homem realizado: “Falei com ele na última sexta-feira, estava a viver um momento feliz, mesmo com a responsabilidade que tinha nos ombros. Estava feliz por voltar a casa”.
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