Uma série de três grandes incêndios na serra do Alvão consumiu, nos últimos 12 dias, um total de 6.600 hectares de floresta, segundo as primeiras estimativas da Proteção Civil. O fogo mais destrutivo, que começou em Sirarelhos, Vila Real, a 2 de agosto, foi responsável pela queima de cerca de 5.500 hectares e, segundo as autoridades, continuava ativo na manhã desta quarta-feira.
Este incêndio de Vila Real, que sofreu duas reativações e chegou a ameaçar dezenas de aldeias, teve um impacto ecológico significativo. Fonte da Proteção Civil adiantou à agência Lusa que, da área total ardida por este fogo, cerca de 1.500 hectares pertencem ao território do Parque Natural do Alvão (PNA), que tem uma área total de 7.220 hectares.
Nestes 12 dias, as chamas percorreram uma distância de aproximadamente 14 quilómetros, passando com maior ou menor proximidade por 28 aldeias e pela vila de Lordelo. Para além deste grande incêndio, a região foi fustigada por outros dois fogos na última semana: um em Vila Pouca de Aguiar, que queimou 500 hectares, e outro em Ribeira de Pena, que consumiu cerca de 600 hectares.
Apesar da longa duração, o combate ao fogo de Sirarelhos não terminou. Segundo a página da ANEPC, às 11:00 de hoje, estavam mobilizados para esta ocorrência 420 operacionais, apoiados por 141 viaturas e dois meios aéreos, em operações de combate, consolidação e vigilância atenta a possíveis reativações.
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