O incêndio que lavra na serra do Alvão, em Vila Real, há 12 dias, continua ativo, embora 80% do seu perímetro já se encontre em fase de rescaldo e vigilância. A principal preocupação das autoridades, segundo o comandante das operações, David Lobato, é uma frente junto à aldeia de Samardã e a previsão de uma rotação do vento durante a tarde desta quarta-feira, que pode complicar o combate.
Num ‘briefing’ aos jornalistas, o comandante atualizou a área ardida por este incêndio para um total de 6.445 hectares, um número significativamente superior aos 5.500 hectares estimados esta manhã. David Lobato revelou ainda que, ao longo destes 12 dias, o fogo atingiu duas casas de segunda habitação e provocou ferimentos ligeiros em cinco operacionais.
Apesar de apenas 20% do perímetro faltar dominar, a cautela mantém-se devido às condições meteorológicas. “O que nos pode abrir esta zona do incêndio para Este e é isso que nos está a causar alguma preocupação”, explicou o comandante, referindo-se à mudança de vento prevista para as 15:00 e às altas temperaturas que se mantêm.
No terreno, “sem desacelerar”, vão manter-se cerca de 390 operacionais, apoiados por 102 veículos e dois helicópteros a trabalhar em rotação. David Lobato acredita que, se não houver reativações significativas durante a tarde, o incêndio poderá finalmente entrar em fase de resolução ao final do dia, após uma nova avaliação ao cenário.
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