Dezasseis pessoas morreram nas zonas balneares portuguesas entre 1 de maio e 31 de agosto, segundo o balanço da época balnear divulgado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN). No mesmo período, foram realizados 1.007 salvamentos e 3.561 ações de primeiros socorros, com a AMN a sublinhar que a maioria das mortes ocorreu em locais sem vigilância.
Do total de 16 vítimas mortais, dez resultaram de afogamento e cinco de doença súbita, estando uma por apurar. Sete das mortes ocorreram em praias marítimas vigiadas. No entanto, a maioria dos casos mortais (nove) aconteceu em zonas sem supervisão: seis em áreas fluviais e costeiras não vigiadas, como no Cais de Gramido (Douro) ou no troço internacional do Rio Minho, duas em praias fora da época balnear e uma numa praia marítima não vigiada.
Apesar do número de mortes, a AMN destaca o papel fundamental da vigilância. Para além dos mais de mil salvamentos, os nadadores-salvadores realizaram 3.561 intervenções de primeiros socorros, na sua maioria para tratar indisposições, quedas e pequenos traumatismos.
Com a época balnear a prolongar-se oficialmente até 14 de setembro, a Autoridade Marítima sublinha que estes dados “reforçam a importância da vigilância balnear e da adoção de comportamentos seguros”. As autoridades renovam o apelo para que os banhistas frequentem praias vigiadas, respeitem a sinalização e as indicações dos nadadores-salvadores, e redobrem a vigilância sobre as crianças.
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