Apesar de as redes sociais serem cada vez mais usadas para o consumo diário de notícias por todas as faixas etárias, são os canais de televisão e os jornais que os portugueses continuam a considerar mais credíveis. Esta é uma das principais conclusões do estudo “Meaningful Media”, da Havas Media Network, sobre a relação dos portugueses com os media, que alerta também para uma crescente “fuga às notícias”.
O estudo revela uma mudança de hábitos significativa entre os mais jovens (15 aos 34 anos). Para esta faixa etária, os motores de busca já ganham terreno à rádio como fonte de informação, e as redes sociais entraram pela primeira vez no top 5 de credibilidade. “Os vídeos virais tornaram-se o ‘prime time’ dos jovens, não só para entretenimento, mas também para informação”, aponta o relatório.
Em simultâneo, regista-se uma tendência crescente de “fuga a notícias”, que os investigadores atribuem ao “cansaço face à negatividade” e ao contexto de crise permanente. O estudo alerta que este fenómeno, aliado à “crescente substituição do jornalismo profissional por criadores de conteúdos digitais”, coloca “riscos acrescidos de escassez de confiança” e potencia a desinformação.
A publicidade também enfrenta novos desafios. Cerca de 54% dos jovens entre os 15 e os 34 anos revelaram ter “menor tolerância” a anúncios e admitem usar bloqueadores de publicidade (‘adblockers’) para os evitar, o que obriga as marcas e os meios de comunicação a repensar as suas estratégias.
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