O Presidente dos EUA, Donald Trump, instou os líderes europeus a exercerem “pressão económica sobre a China devido ao seu apoio ao esforço de guerra russo”. A nova frente de pressão foi aberta esta quinta-feira, durante uma chamada com os líderes da “Coligação dos Dispostos” que, reunidos em Paris, se prontificaram a prestar garantias de segurança concretas à Ucrânia.
O grupo de países aliados de Kiev, que inclui Portugal, ofereceu-se para garantir a segurança da Ucrânia com uma possível presença militar “em terra, no mar ou no ar”. O Presidente francês, Emmanuel Macron, fez questão de sublinhar que esta força “não tem intenção nem objetivo de travar qualquer guerra contra a Rússia”, mas sim de salvaguardar a soberania ucraniana, uma decisão que conta com o apoio dos Estados Unidos.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que participou na chamada, revelou que discutiu com os aliados a necessidade de mais “medidas enérgicas, incluindo económicas” contra a Rússia, bem como a “máxima proteção dos céus ucranianos”.
Este apelo para pressionar a China marca uma nova fase na abordagem de Trump, cujas tentativas de mediar um acordo direto entre Moscovo e Kiev “não deram em nada”. Apesar de já ter sancionado a Índia por comprar petróleo russo, Washington tem hesitado em tomar medidas semelhantes contra a China, mas o Presidente norte-americano tem vindo a endurecer o seu discurso contra Pequim.
Versão Rádio:
Rádio Regional | JornalOnline

