Arrancou oficialmente a empreitada de eletrificação do troço da Linha do Douro entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, um investimento global de 165 milhões de euros que se prolongará por três anos. A assinatura do auto de consignação decorreu esta terça-feira na Régua, com a IP a prometer uma viagem mais rápida, mas a avisar que a obra obrigará a trabalhos noturnos e ao encerramento total da via durante os meses de inverno.
O vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, foi claro ao afirmar que “não há obras sem custos”, explicando que a complexidade dos trabalhos, nomeadamente o rebaixamento de seis túneis para a passagem da catenária, obrigará ao “encerramento da via na altura de inverno, entre novembro e março”. Esta paragem foi planeada para os meses de menor procura turística. Durante este período, serão disponibilizados autocarros de substituição, financiados pela IP.
Quando concluída, a obra permitirá reduzir o tempo de percurso em cerca de sete minutos, diminuir as emissões de CO2 e criar condições para a chegada de comboios Intercidades à Régua. O projeto inclui ainda a modernização de estações e apeadeiros, com novos acessos para pessoas com mobilidade reduzida.
Presente na cerimónia, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu a eletrificação de toda a linha até Barca d’ Alva. O vice-presidente da IP garantiu que os projetos para os troços seguintes (Régua-Pocinho e Pocinho-Barca d’Alva) já estão a avançar, num investimento total na linha que ronda os 460 milhões de euros.
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