Um asteróide com mais de 200 metros de diâmetro passou “ao largo” da Terra na manhã desta quinta-feira, mas foi imediatamente classificado como “potencialmente perigoso”, com astrónomos russos a alertar que as probabilidades de um futuro impacto “são bastante altas”. O objeto, agora batizado de “2025 FA22”, esteve no seu ponto mais próximo do nosso planeta às 07:41 (hora de Lisboa), a uma distância “segura” de quase 800 mil quilómetros.
Segundo o Laboratório de Astronomia da Academia de Ciências da Rússia, o asteróide é cerca de mil vezes maior que o meteorito que explodiu sobre a cidade russa de Cheliabinsk em 2013. Para ilustrar o seu poder destrutivo, a famosa Cratera de Barringer, no Arizona (EUA), foi criada pelo impacto de um objeto entre 10 e 100 vezes mais pequeno.
Os peritos calculam que a rocha espacial tem uma órbita “sincronizada” com a da Terra, passando periodicamente perto do planeta. Embora o seu próximo regresso, em 2036, seja a uma distância maior, os astrónomos apontam para “uma aproximação potencialmente perigosa” em 2089 e, “particularmente, em 2173”.
A classificação de um objeto como “potencialmente perigoso” não significa um impacto iminente, mas sim que a sua órbita o traz suficientemente perto da Terra para merecer uma monitorização constante e rigorosa por parte das agências espaciais de todo o mundo.
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