Um homem de 35 anos foi condenado, esta quarta-feira, pelo Tribunal de Aveiro, a uma pena única de nove anos de prisão efetiva, por ter raptado e violado a sua cunhada em Ovar. Na leitura do acórdão, a juíza presidente sublinhou a gravidade dos factos, apesar de ter tido em conta a confissão integral e o arrependimento do arguido.
“O estar comovido agora diz qualquer coisa, mas não diz o suficiente. O senhor teve muitos momentos, quando praticou estes atos, em que devia ter estado como está agora e ter parado”, afirmou a juíza, dirigindo-se diretamente ao arguido.
O crime ocorreu na madrugada de 9 de outubro de 2023. O arguido, que estava escondido e usava uma máscara de carnaval, surpreendeu a cunhada quando esta entrava no seu carro para ir trabalhar. Sob ameaça de faca, vendou-lhe os olhos, atou-lhe as mãos e levou-a para um local isolado, onde cometeu os dois crimes de violação.
Após os crimes, o homem ainda tentou extorquir 30 mil euros à vítima e fugiu na viatura desta. Minutos depois, regressou no seu próprio carro e, “como se nada se tivesse passado”, ofereceu boleia à cunhada. Para além da pena de prisão, foi condenado a pagar uma indemnização de 25 mil euros à vítima.
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Rádio Regional | JornalOnline


1 comentário
O tribunal foi razoável ao considerar a confissão, mas essa não diminui em nada a gravidade dos crimes cometidos. Um raptador e violador de sua própria cunhada não merece qualquer tipo de compaixão. Nove anos de prisão são um mínimo para o que ele fez. Ele usou uma máscara de carnaval, uma ferramenta tão ridícula, para cometer atos tão brutais e desumanos. A tentativa de extorquir a vítima depois só mostra o quanto ele carece de escrúpulos. Espero que a vítima encontre some alívio e possa seguir em frente, mas essa história é um lembrete de como a sociedade precisa proteger ainda mais as mulheres, especialmente as suas próprias cunhadas.