As doenças do aparelho circulatório e o cancro continuam a ser, de longe, as duas principais causas de morte em Portugal, sendo responsáveis por quase metade de todos os óbitos registados anualmente no país. Um retrato feito com base nos dados mais recentes das autoridades de saúde revela que os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e a doença isquémica do coração, como o enfarte do miocárdio, continuam a ser os maiores “assassinos” dos portugueses.
As doenças do aparelho circulatório surgem no topo da lista, vitimando dezenas de milhares de portugueses todos os anos. Dentro deste vasto grupo, as doenças cerebrovasculares, onde se incluem os AVC, são historicamente a principal causa isolada de morte em Portugal, apesar dos avanços significativos na prevenção e tratamento. Seguem-se as doenças isquémicas do coração, que englobam os enfartes.
Em segundo lugar na “lista negra” da mortalidade surgem os tumores malignos. O cancro do pulmão, do cólon e reto, e da mama estão entre os que apresentam as taxas de mortalidade mais elevadas. A tendência tem sido de um aumento gradual do peso do cancro na mortalidade total, em parte devido ao envelhecimento da população, mas também pela prevalência de fatores de risco.
Especialistas em saúde pública alertam que muitas destas mortes são prematuras e poderiam ser evitadas. A hipertensão arterial — que, segundo um relatório recente da OMS, afeta mais de 40% dos adultos portugueses —, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, a obesidade e o sedentarismo são os principais fatores de risco para a esmagadora maioria das doenças circulatórias e para muitos tipos de cancro, representando o principal alvo para as políticas de prevenção.
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