A comunidade angolana de Bragança dispõe, a partir desta quinta-feira, de um Consulado Honorário que promete pôr fim às longas viagens ao Porto para tratar de documentação. O novo espaço foi celebrado como um “ponto de encontro” e um sinal do bom acolhimento da cidade, mas a cerimónia de inauguração serviu também para a embaixadora de Angola em Portugal pedir mais “reciprocidade” nas políticas de integração.
“Sou angolano em Bragança, muito amado e muito bem acolhido”, afirmou Salomão Ferreira, presidente da Associação de Estudantes Angolanos, um sentimento partilhado por outros membros da comunidade que elogiam o “calor das pessoas” que contrasta com o frio transmontano. Para estas centenas de pessoas, o novo espaço, liderado pelo cônsul honorário António Cunha, representa uma melhoria “exponencial” na qualidade de vida.
Para além de tratar de passaportes e bilhetes de identidade, o consulado, segundo o seu responsável, pretende ser um elo para investidores, dinamizar trocas comerciais e difundir a cultura angolana.
Apesar do clima de celebração, a embaixadora de Angola em Portugal, Maria de Jesus dos Reis Ferreira, aproveitou a ocasião para deixar um recado político. Lembrando as palavras do Presidente angolano sobre as dificuldades que a legislação portuguesa cria à integração, a embaixadora apelou à “reciprocidade”. “Os portugueses em Angola não encontram a mesma dificuldade”, declarou, pedindo a criação de mecanismos que facilitem a vida dos cidadãos angolanos em Portugal.
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