O candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo elevou o tom da campanha, ao acusar esta terça-feira o seu concorrente, Luís Marques Mendes, de ser “o bastonário” de uma “oligarquia perigosa”, composta por uma “casta política que é dona da democracia”. Em declarações à Lusa no Brasil, o antigo Chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que as críticas à sua candidatura são “antidemocráticas”.
O almirante considera que as “reações estranhas” à sua candidatura se devem ao facto de ser um independente com uma carreira militar, em vez de um político de carreira. Gouveia e Melo rejeita as críticas de que um militar não devia estar na política ou de que não tem preparação, classificando-as como “desinformação” para propagar “um medo que não existe”.
“Isto significa que existe uma casta política que é dona da democracia”, sublinhou, argumentando que quando isso acontece “não é democracia, é uma oligarquia”. Para Gouveia e Melo, esta oligarquia é “perigosa” porque se transformou numa “oligarquia de compadrio” que defende apenas “os interesses de pequenos grupos” em vez do interesse nacional.
As declarações de Gouveia e Melo representam um dos ataques mais diretos e ideológicos da campanha presidencial até ao momento, procurando traçar uma linha clara entre a sua candidatura, que apresenta como independente e de fora do sistema, e a de Luís Marques Mendes, que posiciona como o representante do “establishment” político.
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