António Miguel Cardoso, presidente do Vitória de Guimarães, acusou esta quinta-feira a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de centralizar as decisões num “pequeno círculo conveniente”, ignorando a maioria dos emblemas nacionais. Numa nota enviada às redações, o dirigente critica a FPF por não resolver os problemas da arbitragem e por manter um ‘modus operandi’ de exclusão.
“O futebol português não pode continuar a ser gerido em reuniões privadas de um pequeno círculo conveniente de quatro”, afirmou o líder vitoriano, referindo-se implicitamente a Benfica, FC Porto, Sporting e SC Braga. António Miguel Cardoso lamenta que, “sempre que surge uma crise”, a FPF opte por falar “apenas com os mesmos quatro de sempre”, enquanto a voz da maioria dos clubes “permanece sistematicamente afastada das decisões”.
O dirigente traçou um paralelo com o passado, afirmando que “os antigos almoços dos quatro na Liga passam agora para a FPF”, numa alusão à liderança de Pedro Proença, antigo presidente da Liga e atual líder federativo.
As críticas surgem na sequência de insatisfações antigas com a arbitragem, nomeadamente após a eliminação da Taça da Liga frente ao SC Braga, em outubro de 2024, num jogo marcado por um penálti que os vimaranenses classificaram de “absolutamente escandaloso”. Para António Miguel Cardoso, a FPF “não resolve os problemas” que afetam a modalidade, preferindo gerir o futebol português através de uma elite restrita.
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