A operação da Polícia Judiciária (PJ) realizada esta terça-feira na Câmara Municipal de Mirandela visou diretamente o atual executivo. A autarquia confirmou, em comunicado, que Orlando Ferreira Pires, vice-presidente e vereador com o pelouro do Urbanismo, é um dos seis arguidos constituídos no âmbito da investigação.
Além do número dois da autarquia, o processo envolve “um conjunto de ex-autarcas, ex-dirigentes e técnicos da divisão municipal”. Em causa estão suspeitas da prática de crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas. A Câmara esclareceu que a PJ está a investigar “cinco inquéritos relativos a processos de recursos humanos, contratação pública e urbanismo”, abrangendo um período de gestão que remonta a 2013.
Apesar da gravidade das suspeitas e da apreensão de elementos probatórios, o Município manifestou “absoluta tranquilidade”, garantindo ter a convicção de que todos os procedimentos foram feitos com “ética, rigor e legalidade”. O presidente da Câmara, Vítor Correia, segurou politicamente o seu vice-presidente, demonstrando “confiança política no seu executivo e confiança funcional nos serviços municipais”, e prometendo colaboração total com a justiça para o esclarecimento cabal dos casos.
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