A urgência de cirurgia-geral do Hospital de Mirandela vai continuar de portas fechadas, sem qualquer previsão de reabertura. A confirmação foi dada pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Santos Almeida, deitando por terra a esperança de um regresso rápido da valência, encerrada há mais de dois anos (desde outubro de 2023).
Durante uma visita a Bragança, o responsável foi claro: a reabertura é impossível com os atuais recursos humanos. O que foi inicialmente anunciado pela ULS do Nordeste como uma medida “temporária” tornou-se numa situação crónica devido à falta de médicos. Álvaro Santos Almeida sublinhou que a gestão tem de ser feita com “eficácia” e que a decisão só será revertida se o número de profissionais aumentar significativamente.
O diretor do SNS assegurou que as vagas necessárias são autorizadas e criadas, mas o problema reside na fase seguinte: a incapacidade de atrair clínicos para as preencher. Desta forma, a população de Mirandela continua privada de um serviço essencial, dependendo de outras unidades hospitalares para cuidados cirúrgicos urgentes.
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