Os credores do Boavista requereram judicialmente o afastamento da direção liderada por Rui Garrido Pereira, solicitando que a gestão do clube passe, de forma “exclusiva e imediata”, para a administradora de insolvência, Maria Clarisse Barros. O pedido surge na sequência de novos incumprimentos financeiros, totalizando cerca de 150 mil euros em falta neste mês de janeiro.
Recentemente o clube falhou o depósito de 53.680 euros para despesas correntes e de 96.000 euros relativos à prestação da dívida. Perante esta falha, a administradora de insolvência anunciou a intenção de avançar para o encerramento da atividade, sem necessidade de nova assembleia de credores.
O clube, que detém 10% da SAD e cuja equipa sénior está inativa há dois meses e meio, vê agravar-se o cenário de crise após a despromoção da Primeira Liga em 2024/25. A gestão corrente poderá ficar totalmente impedida de realizar pagamentos ou recebimentos se o tribunal deferir o requerimento.

