O presidente da estrutura de missão “Reconstruir a Região Centro”, Paulo Fernandes, estimou que os prejuízos causados pela tempestade Kristin e pelo recente ciclo de intempéries em Portugal Continental se situem entre os cinco e os seis mil milhões de euros.
Em entrevista ao jornal Público, o responsável classificou a situação como um “desastre nacional” com impactos severos nos domínios ambiental, social, económico e infraestrutural.
Do montante global, Paulo Fernandes aponta que cerca de 2,5 mil milhões de euros seriam necessários para resolver os danos imediatos em habitações e empresas, restando uma fatia substancial para a recuperação de equipamentos públicos e do setor agroflorestal.
No plano habitacional, os dados oficiais contabilizam 175 casas inabitáveis, resultando em 175 famílias deslocadas ou desalojadas, embora o responsável admita que os números reais possam ser superiores. Para responder às situações de perda total de habitação — muitas das quais sem seguro — está a ser desenhada uma medida específica em articulação com a Secretaria de Estado da Habitação e o Ministério da Coesão.
No que concerne às infraestruturas básicas, a E-Redes prevê a reposição da energia de média tensão até à próxima segunda-feira. No entanto, a recuperação das telecomunicações deverá ser mais morosa, uma vez que 40% das antenas permanecem inoperacionais por falta de fornecimento elétrico.
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