O mercado de trabalho em Portugal encerrou o ano de 2025 com novos recordes de participação, atingindo os 5,67 milhões de ativos e 5,34 milhões de pessoas empregadas, os valores mais elevados da série histórica.
Segundo um relatório baseado em dados do INE, a taxa de desemprego estabilizou nos 5,8%, situando-se abaixo da média europeia. No entanto, os indicadores revelam um desafio estrutural nas qualificações: 29,2% da população empregada possui baixos níveis de instrução, o dobro da média registada na União Europeia.
Em contraste, os licenciados já representam 35,8% da força de trabalho, evidenciando uma polarização nas competências nacionais.
O setor público também atingiu um novo máximo, superando os 766 mil profissionais, enquanto o teletrabalho voltou a crescer, abrangendo 21,2% dos empregados, com especial incidência na Grande Lisboa.
No plano económico, o ano de 2025 registou a criação de mais de 50 mil novas empresas, com a construção a liderar o dinamismo empresarial. Apesar do crescimento homólogo de 5,2% nos rendimentos — com a remuneração média fixada nos 2.171 euros em novembro — o desemprego jovem agravou-se, subindo para os 19,8%.
Especialistas alertam que, para 2026, a prioridade deverá recair na convergência de competências e no aumento da produtividade transversal.

