O Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifestou repúdio absoluto contra a queixa-crime apresentada pela presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, contra o diretor da Rádio Regional, Vitor Fernandes.
Em comunicado conjunto da Direção Nacional e do Conselho Deontológico, o sindicato classifica a atitude da autarca como um “ataque óbvio à liberdade de imprensa” e uma tentativa de criminalizar o escrutínio jornalístico.
Isabel Ferreira acusa o jornalista de “stalking” por este ter solicitado esclarecimentos e acesso a documentos administrativos sobre o executivo municipal.
O SJ sustenta que os contactos realizados — que incluem 27 emails e seis chamadas telefónicas ao longo de quatro meses — constituem o exercício elementar da profissão e não podem ser interpretados como perseguição.
A estrutura sindical anunciou que irá denunciar o processo como um caso de SLAPP (Ações Judiciais Estratégicas Contra a Participação Pública) junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e da Comissão da Carteira Profissional, reiterando que os eleitos locais estão sujeitos ao escrutínio público e ao dever de cooperação com a comunicação social.
Contactada pela Agência Lusa, Isabel Ferreira não comentou.
O Diretor da Rádio Regional, esclareceu entretanto que “ninguém vai silenciar o jornalismo livre como pilar da democracia (…) estas coisas só nos dão mais força e determinação e por isso mantemos o rumo, informar e ser informado, tal como prevê a Constituição da República (…) honramos abril, honramos a liberdade que tanto custou aos nossos antepassados” disse Vítor Fernandes.
Redação c/ Agência Lusa


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