O Presidente da República, António José Seguro, defendeu esta sexta-feira a necessidade de Portugal profissionalizar a sua capacidade de resposta a catástrofes, abandonando a dependência do improviso e da solidariedade.
No encerramento da Presidência Aberta na Marinha Grande, após uma reunião com autarcas da Região Centro, o chefe de Estado sublinhou que, embora a ajuda entre municípios e empresas privadas tenha sido vital, o país carece de procedimentos operacionais precisos e redundâncias claras em infraestruturas críticas.
António José Seguro apontou falhas graves nas cadeias de abastecimento e comunicações, sugerindo medidas concretas como a obrigatoriedade de geradores em unidades de saúde e lares de idosos.
O Presidente destacou ainda a importância da pedagogia junto dos cidadãos, aconselhando a posse de rádios a pilhas para situações de isolamento tecnológico.
Sobre eventuais mudanças na hierarquia da Proteção Civil, o chefe de Estado remeteu a decisão para o Governo, mas reiterou a exigência de que o Estado se organize para garantir uma articulação eficiente entre todas as estruturas públicas no futuro.
