O Sindicato dos Jornalistas (SJ) acusou a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, de violar a liberdade de imprensa e de atacar a independência de um repórter da agência Lusa. Em causa estão declarações proferidas pela autarca durante a reunião do executivo de sexta-feira, na qual acusou o jornalista João Gaspar de “faltar à verdade” e de “falhas deontológicas graves”. Ana Abrunhosa afirmou “retirar a confiança” ao profissional, o que o SJ considera uma tentativa inaceitável de condicionamento e intimidação.
O sindicato denunciou ainda pressões da autarquia junto da Agência Lusa para afastar o jornalista, além da limitação do seu acesso a fontes e reuniões públicas. Também a associação ProPress e a Direção de Informação da Lusa repudiaram as declarações, classificando-as como “descabidas e difamatórias”. A Lusa reiterou confiança total no repórter, sublinhando o seu percurso “irrepreensível”. Para as estruturas representativas do setor, estas práticas são incompatíveis com o Estado de Direito e configuram um atentado ao escrutínio democrático do poder político local.
Também em Bragança
Recentemente o Sindicato dos Jornalistas (SJ) manifestou um repúdio absoluto perante a queixa-crime por “stalking” apresentada pela presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, contra o diretor da Rádio Regional, Vítor Fernandes.
A autarca, Isabel Ferreira, considerou que vários pedidos de esclarecimento por parte de um jornalista como conduta “objetiva e subjetiva” da prática de um crime de “perseguição” alegando já ter feito queixa-crime.
O Conselho Deontológico considerou que os pedidos de esclarecimento integram o normal exercício do escrutínio jornalístico e anunciou que denunciará o processo como um caso de SLAPP (Ações Judiciais Estratégicas Contra a Participação Pública) junto das entidades reguladoras. Vítor Fernandes afirmou que manterá o compromisso de informar, enquanto a autarca não comentou o caso.
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Redação | Vídeo: SIC

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