O terceiro período do ano letivo 2025/2026 inicia-se esta segunda-feira nas escolas públicas, marcando a reta final do calendário escolar. As aulas terminam a 5 de junho para os anos de exame (9.º, 11.º e 12.º), a 12 de junho para o segundo e terceiro ciclos, e a 30 de junho para o pré-escolar e 1.º ciclo.
Contudo, o regresso às atividades é assombrado pela carência de docentes. Dados da Fenprof revelam que, no período anterior, cerca de 40 mil alunos ficaram semanalmente sem pelo menos um professor, num cenário de agravamento em que o número de horários em contratação subiu 10,6% face ao ano passado.
O problema, antes focado no sul e na Grande Lisboa, alastrou agora ao norte, com o distrito do Porto a registar 579 horários por atribuir. O Ministério da Educação assegura a existência de mecanismos de substituição, mas a contestação sindical intensifica-se.
A Fenprof critica o ritmo da revisão do Estatuto da Carreira Docente e já agendou uma manifestação nacional para o dia 16 de maio. Sob pressão de avaliações e exames, o sistema educativo enfrenta assim o desafio de garantir a normalidade num contexto de forte instabilidade laboral.


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