Vários setores da Função Pública e da economia privada deverão registar perturbações significativas na próxima sexta-feira, 17 de abril, devido a uma jornada de luta convocada pela CGTP.
O protesto nacional, que se manifesta contra o pacote laboral atualmente em discussão legislativa, conta com pré-avisos de greve que podem paralisar escolas, centros de saúde, hospitais, além de afetar o comércio, a restauração e a hotelaria.
Estruturas como a Fenprof, o STAL e a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas avançaram com paralisações para permitir a participação dos trabalhadores na concentração agendada para as 14:30, no Saldanha, em Lisboa.
A iniciativa marca um momento de intensificação da contestação sindical às propostas do Governo em matéria de legislação laboral. No entanto, a mobilização não será unitária, uma vez que a UGT confirmou que não acompanhará o protesto da CGTP, evidenciando uma divergência estratégica entre as duas centrais sindicais.
O processo legislativo sobre as alterações ao Código do Trabalho mantém-se em curso, mas o clima de tensão social aumenta com a perspetiva de forte impacto no funcionamento de serviços essenciais em todo o país durante o dia de sexta-feira.
