O ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, começa a ser julgado por alegada utilização de fundos públicos para fins particulares. O antigo autarca, que liderou o município entre 2013 e 2025, está acusado de dois crimes de prevaricação e dois de peculato.
Em causa estão gastos superiores a 15.800 euros, efetuados em 2015 e 2016, destinados à compra de viagens e bilhetes para jogos da Liga dos Campeões para os próprios arguidos e para terceiros por si selecionados.
O processo envolve também o antigo vice-presidente, Patrocínio Azevedo, e a então secretária da presidência, ambos acusados de peculato e falsificação de documentos em coautoria. Segundo o Ministério Público, os arguidos terão recorrido a ajustes diretos e simplificados para financiar deslocações de caráter lúdico.
A acusação sustenta ainda que foram apresentados pedidos de reembolso de despesas de alimentação com fundamentos falsos, sob o pretexto de representação institucional.
Este julgamento ocorre após Eduardo Vítor Rodrigues ter cessado funções em 2025, na sequência de uma condenação por perda de mandato noutro processo judicial.
