Investigadores do Imperial College London alertaram esta terça-feira para a previsão de uma época de incêndios florestais “particularmente severa” a nível global em 2026. Impulsionada pelas alterações climáticas e pelo provável regresso do fenómeno El Niño, a área ardida no mundo já atingiu os 163 milhões de hectares até ao início de maio, um valor 50% acima da média e 20% superior ao recorde anterior registado desde 2012.
África tem sido o continente mais fustigado, contabilizando 85 milhões de hectares consumidos pelo fogo, com recordes históricos em países como o Gana, Mali e Senegal.
Segundo os académicos, este cenário é agravado pelo “efeito chicote climático”, que alterna chuvas intensas com secas extremas, promovendo o crescimento de vegetação que serve de combustível. A Organização Meteorológica Mundial indica que o desenvolvimento de um El Niño forte, em combinação com o aquecimento global de origem humana, poderá resultar em extremos climáticos sem precedentes.
As previsões apontam para condições de perigo máximo na floresta amazónica, Austrália, Canadá e no noroeste dos Estados Unidos, onde a probabilidade de incêndios extremos poderá ser a mais elevada da história recente.

