A Ordem dos Enfermeiros alertou esta segunda-feira para a carência de mais de 14 mil enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde, uma escassez que coloca as unidades públicas em “risco de colapso”.
A propósito do Dia Internacional do Enfermeiro, o bastonário Luís Filipe Barreira sublinhou que a falta de investimento está a comprometer a sustentabilidade do sistema, com profissionais exaustos e desmotivados.
A instituição revelou que cerca de 40% dos enfermeiros recém-licenciados optam anualmente por emigrar para países como a Suíça, a Bélgica ou Espanha, onde os salários chegam a ser quatro vezes superiores aos praticados em Portugal.
Para mitigar a crise, a Ordem propôs à tutela a atribuição de um enfermeiro de família aos 1,5 milhões de utentes sem médico atribuído e defendeu o alargamento de competências, como a prescrição de medicamentos e o acompanhamento de gravidezes de baixo risco por especialistas.
O bastonário criticou o bloqueio de projetos que permitiriam um aproveitamento pleno das competências destes profissionais, alertando que o reforço da força de trabalho é crítico para evitar mortes prematuras e garantir a eficácia do sistema de saúde.

