Investigadores da Universidade de Múrcia e do Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona revelaram uma relação “direta e alarmante” entre a poluição atmosférica e a incidência de diabetes tipo 2. Segundo o estudo, a exposição prolongada a partículas finas e dióxido de azoto é responsável por cerca de nove milhões de novos casos da doença anualmente na Europa.
Através de técnicas avançadas de modelação, os cientistas analisaram dados das últimas três décadas, concluindo que as partículas finas — conhecidas como PM2,5 — constituem o maior risco, mesmo quando presentes em concentrações moderadas ou baixas.
O relatório destaca que as áreas com maior densidade de tráfego e atividade industrial apresentam a maior carga da doença. Regiões como o Vale do Ruhr, na Alemanha, e o Vale do Pó, em Itália, além de metrópoles como Londres, Paris e Varsóvia, registam as concentrações mais críticas.
Os especialistas alertam que os níveis destes poluentes excedem frequentemente as novas regulamentações europeias e as orientações da Organização Mundial da Saúde, prevendo-se um aumento de 10% na incidência de diabetes tipo 2 nos próximos anos se a qualidade do ar não melhorar significativamente.

