A Agência Espacial Europeia (ESA), em estreita colaboração com a Academia Chinesa das Ciências, programou para a próxima terça-feira o lançamento do satélite SMILE (Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer).
A missão, cujo início esteve previsto para 9 de abril e acabou adiado por razões técnicas, partirá do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do lançador ligeiro Vega-C. O principal objetivo científico da missão consiste em estudar de forma inédita a relação entre a Terra e o Sol, observando diretamente do espaço o confronto entre os fluxos de ventos solares de partículas carregadas e o escudo do campo magnético terrestre.
O satélite detetará a radiação X emitida na interação das partículas do vento solar com as partículas neutras da alta atmosfera terrestre.
Para cumprir a missão, a sonda será inicialmente colocada a 700 quilómetros de altitude, transitando depois para uma órbita elíptica que a levará a sobrevoar o polo Sul a 5.000 quilómetros e a atingir 121.000 quilómetros acima do polo Norte. Esta trajetória permitirá uma observação global contínua de regiões espaciais críticas por mais de 40 horas consecutivas.
A recolha de dados, realizada através de quatro instrumentos específicos — incluindo dispositivos de imagiologia de raios X e ultravioleta, um analisador de iões e um magnetómetro —, servirá para melhorar os modelos de meteorologia espacial.
O avanço científico é considerado crucial para salvaguardar a segurança de infraestruturas de telecomunicações e de equipamentos em órbita, como a Estação Espacial Internacional, face ao impacto de tempestades solares severas.

