A empresa Minerália Minas, Geotecnia e Construções Lda. formalizou a constituição de uma Comissão de Acompanhamento e Observatório Social para a futura exploração de tungsténio na mina da Borralha, no distrito de Vila Real.
Esta estrutura integra representantes da Câmara de Montalegre, da Junta de Freguesia de Salto, da Universidade do Minho, associações locais, baldios e moradores, visando estabelecer um canal de diálogo permanente. A iniciativa surge após o parecer favorável condicionado emitido pela Agência Portuguesa do Ambiente em janeiro. O projeto foca-se na exploração subterrânea de volfrâmio numa área que esteve inativa desde a década de 1980.
De acordo com a Minerália, esta é a primeira iniciativa do género em Portugal no setor mineiro, procurando reforçar a confiança pública e a monitorização social. Uma das principais garantias dadas pela empresa prende-se com a gestão de recursos hídricos.
Em resposta às preocupações manifestadas durante a consulta pública, que registou 653 participações, a Minerália assegurou que utilizará água cem por cento reciclada. O processo prevê o aproveitamento das águas pluviais acumuladas nas antigas galerias inundadas, funcionando em circuito fechado, sem necessidade de captação em rios ou barragens.
O tungsténio é considerado um metal estratégico, crucial para a indústria de defesa e equipamentos tecnológicos de precisão. O parecer da APA obriga ao cumprimento de medidas rigorosas de monitorização em todas as fases.

