Bragança acolhe, a partir de 30 de junho, a primeira exposição em Portugal do escultor francês Michel Bassompierre. A iniciativa assinala o 18.º aniversário do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e inclui sete esculturas no espaço público e um núcleo focado no processo criativo do artista.
A cidade de Bragança prepara-se para acolher uma mostra inédita dedicada a Michel Bassompierre, figura de destaque na escultura animalista contemporânea. O evento, promovido pelo município local, divide-se entre a ocupação do espaço público e uma exposição detalhada no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. A data da inauguração coincide com o 18.º aniversário desta instituição cultural, marcando o início de um percurso que traz pela primeira vez a Portugal as obras do artista francês, recentemente falecido.
Sete esculturas de grandes dimensões, algumas atingindo os três metros de altura, serão instaladas em locais estratégicos da cidade, como as muralhas do Castelo, a Praça da Sé e as margens do rio Fervença. Entre as peças em destaque encontra-se “Le Miel N.º 5”, uma obra em bronze que retrata um urso pardo, situada no jardim do Museu do Abade de Baçal. Esta vertente de rua da exposição prolonga-se até 31 de janeiro de 2027, permitindo uma interação direta entre o público e as representações de espécies como ursos-polares e gorilas.
No interior do Centro de Arte Contemporânea, a exposição temporária, patente até 18 de outubro de 2026, explora a intimidade do processo criativo do escultor. São apresentados desenhos preparatórios, maquetas em barro e obras em materiais como gesso, mármore e alabastro, muitas das quais nunca tinham saído do ateliê do artista. O percurso inclui peças emblemáticas como “L’Empereur” e “Amazone n.º 2”, refletindo o rigor técnico e a sensibilidade de Bassompierre.


