A 29 de Junho de 2007, a Apple deu início à comercialização do primeiro iPhone nos Estados Unidos, um evento que revolucionou a indústria das telecomunicações e alterou permanentemente o comportamento social e tecnológico global.
O dia 29 de Junho de 2007 ficou marcado por filas intermináveis à porta das lojas da Apple e da AT&T em todo o território norte-americano. O lançamento do iPhone, apresentado meses antes por Steve Jobs como a combinação de um iPod, um telemóvel e um comunicador de internet, prometia transformar o conceito de smartphone. Com um ecrã multi-toque de 3,5 polegadas e a ausência de um teclado físico, o dispositivo foi inicialmente recebido com cepticismo por alguns concorrentes, mas com entusiasmo frenético pelo público.
O impacto histórico deste lançamento é visível na “era da computação móvel” que se seguiu. O iPhone não foi apenas um novo produto; foi o catalisador para a economia das aplicações, a democratização do acesso à internet em qualquer lugar e a redefinição da interface homem-máquina. Em termos económicos, este dia marcou o início da ascensão da Apple para se tornar a empresa mais valiosa do mundo. No plano social, o dispositivo alterou a forma como consumimos informação, comunicamos e interagimos com o espaço público.
Embora o modelo original carecesse de 3G e de uma loja de aplicações (que viria apenas em 2008), o sucesso de vendas foi imediato, com mais de 270 mil unidades vendidas no primeiro fim-de-semana. Para historiadores da tecnologia, o 29 de Junho de 2007 divide a história contemporânea entre o mundo analógico e o mundo hiperconectado, estabelecendo o padrão para todos os dispositivos móveis que dominam a vida quotidiana no século XXI.

