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ECONOMIA & FINANÇAS

INFLAÇÃO GLOBAL EM PORTUGAL MANTÉM-SE ACIMA DOS 3% E SUBJACENTE ACELERA EM JUNHO

A inflação global em Portugal manteve a variação homóloga acima do limiar dos 3% em junho, fixando-se nos 3,2%. Simultaneamente, a inflação subjacente registou uma aceleração, atingindo os 2,5%. Os dados divulgados confirmam a pressão persistente nos preços, num cenário agravado pela instabilidade nos mercados energéticos e pela previsão de novos aumentos nos combustíveis para a próxima semana.


Os dados mais recentes relativos ao comportamento dos preços em Portugal, analisados este domingo, indicam que a inflação global (IPC) abrandou ligeiramente para os 3,2% em junho, face aos 3,3% registados no mês anterior. Contudo, a inflação subjacente — que exclui as componentes mais voláteis como produtos alimentares não transformados e energia — voltou a acelerar, subindo dos 2,2% em maio para os 2,5% no mês findo. Esta tendência mantém o índice global acima dos 3%, um valor que continua a desafiar as projeções iniciais para o fecho do ano civil.

A análise detalhada aponta para uma resistência na descida dos preços no setor dos serviços e nos bens industriais, refletindo ainda os efeitos secundários da crise energética que marcou o primeiro semestre de 2026. Embora se tenha registado um abrandamento pontual em algumas categorias alimentares, a variação homóloga global permanece elevada, pressionando o poder de compra das famílias residentes.

O panorama é condicionado pelas recentes movimentações no mercado internacional de petróleo. As previsões para a semana de 6 a 12 de julho indicam uma nova subida nos preços de venda ao público em Portugal continental: o gasóleo simples deverá aumentar cerca de 2,3 cêntimos por litro e a gasolina 95 entre 0,5 e 1 cêntimo. Instituições como a Comissão Europeia, o Conselho das Finanças Públicas e o Banco de Portugal já reviram as suas estimativas para o país, situando-as agora entre os 2,9% e os 3,1% para o conjunto de 2026, citando a volatilidade geopolítica no Médio Oriente e o impacto no Estreito de Ormuz como fatores determinantes para esta trajetória.


Redação

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