Antes da cimeira da NATO na Turquia, o Presidente norte-americano Donald Trump propôs ao seu homólogo russo uma estratégia para terminar o conflito ucraniano. As conversações ocorreram num contexto de tensão militar e de uma grave crise de combustíveis que afeta várias regiões russas.
No âmbito das celebrações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump manteve conversas telefónicas com os líderes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. De acordo com o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, o diálogo com Putin durou cerca de noventa minutos e centrou-se na disponibilidade de Washington para mediar um fim célere para as hostilidades.
Ushakov descreveu a conversa como construtiva, indicando que Trump manifestou vontade de encontrar soluções para a superação da crise.
Durante o contacto, Putin terá apresentado um balanço da situação militar em Donetsk, alegando o controlo da localidade de Kostyantynivka por parte das forças russas. Esta informação foi, contudo, refutada pelo Estado-Maior ucraniano. Zelensky desafiou o líder russo a encontrarem-se naquela localidade para negociações diplomáticas, proposta prontamente rejeitada pelo Kremlin, que reiterou o convite para uma reunião em Moscovo, caso o presidente ucraniano esteja preparado para decisões de elevada responsabilidade.
A movimentação diplomática ocorre numa fase de intensificação dos ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas. Nas últimas semanas, a utilização de drones contra refinarias de petróleo provocou uma escassez de combustível sem precedentes em várias regiões da Rússia, forçando a imposição de restrições severas à venda de gasolina e gasóleo aos cidadãos locais.

