Gérard Lopez, acionista maioritário da SAD do Boavista e presidente do Bordéus, dispõe até quarta-feira de manhã para apresentar garantias bancárias que evitem a despromoção administrativa do clube francês ao sexto escalão e a sua possível liquidação judicial por incumprimento financeiro.
Gérard Lopez, que detém a maioria do capital da SAD do Boavista, depara-se com um cenário de elevada incerteza em França. O presidente do Bordéus tem até à manhã desta quarta-feira para apresentar as garantias bancárias necessárias que evitem o afastamento definitivo do clube das competições profissionais. Caso não consiga reunir os fundos, o emblema histórico poderá ser relegado para o sexto escalão, enfrentando a liquidação judicial.
A audiência com a comissão de recurso da Direção Nacional de Controlo de Gestão está agendada para as onze horas e quinze minutos, hora de Lisboa. Em causa está um défice financeiro que oscila entre os nove e os dez milhões de euros, montante que Lopez terá de provar estar devidamente depositado numa conta de garantia. Sem esta prova, a decisão anterior de exclusão dos campeonatos profissionais será mantida, acelerando o processo de falência da estrutura.
Informações veiculadas pela imprensa francesa indicam que o empresário luxemburguês não manifesta intenção de injetar novos capitais próprios no clube. Todavia, a ausência de uma solução poderá acarretar consequências severas para o próprio dirigente.
Caso a liquidação se concretize, Lopez poderá ser alvo de sanções por má gestão, o que implicaria a proibição de administrar empresas em território francês por um período que pode chegar aos quinze anos. Adicionalmente, o seu património pessoal poderá ser acionado para liquidar dívidas que ascendem a vinte e seis milhões de euros, no âmbito de um planeamento de recuperação previamente aprovado.

