O custo do cabaz alimentar de 63 bens essenciais aumentou 2,18 euros na última semana de julho, fixando-se em 253,47 euros. Segundo a DECO PROteste, esta subida eleva o encarecimento acumulado desde o início de 2026 para 11,65 euros, o que representa um acréscimo de 4,82% nos gastos das famílias.
O custo do cabaz alimentar essencial em Portugal voltou a subir na última semana de julho, invertendo a tendência de descida registada no período anterior. De acordo com a monitorização semanal da DECO PROteste, que abrange 63 produtos de primeira necessidade, o valor fixou-se em 253,47 euros no dia 29 de julho, o que representa um acréscimo de 2,18 euros face à semana anterior.
Desde o início de 2026, o agravamento dos preços neste conjunto de bens totaliza 11,65 euros, uma variação positiva de 4,82%. A análise comparativa indica que, há exatamente um ano, o mesmo cabaz era comercializado por menos 13,82 euros. O diferencial acentua-se quando comparado com o início de 2022, altura em que o custo era inferior em 65,77 euros, refletindo uma subida estrutural de 35,04% em quatro anos.
No que respeita às variações semanais por produto, as salsichas Frankfurt registaram a maior subida, com um aumento de 25% para 1,97 euros. O atum em posta e o peito de peru fatiado também sofreram incrementos de 14% e 10%, respetivamente. No setor do pescado, o bacalhau graúdo mantém uma trajetória ascendente, custando agora 19,34 euros por quilo, mais 24% do que em 2025. A longo prazo, a carne de novilho para cozer destaca-se com uma valorização de 121% desde 2022.

