Vários produtores de vinho e azeite no concelho de Mirandela foram severamente afetados pelos incêndios que tiveram origem em Valpaços. Os agricultores reportam prejuízos avultados e antecipam que as produções deste ano estejam irremediavelmente comprometidas.
Os incêndios que tiveram início no concelho de Valpaços causaram perdas consideráveis a produtores de vinho e azeite no concelho de Mirandela, que já calculam prejuízos elevados e dão por perdidas as produções deste ano. Luís Palas, agricultor na Fradizela, viu quase cinco hectares da sua vinha e cinco hectares de olival arderem.
Os prejuízos, ainda sem contabilização final, são descritos como “grandes”.
A replantação de mais de metade da vinha é uma necessidade, enquanto no olival, apesar da esperança de regeneração, as parcelas mais extensas foram severamente danificadas, comprometendo a produtividade futura. Palas salientou que a recuperação da capacidade produtiva das oliveiras depende da condição dos troncos e só terá uma noção clara dos danos em setembro ou outubro.
Para além das culturas, 50 fardos de feno, equivalentes a seis meses de alimentação para as suas 14 ovelhas, foram consumidos pelo fogo. Um lameiro remanescente garantirá alimento por um período limitado a cerca de um mês.
Em Aguieiras, Sónia Casado, produtora do vinho “Maria Gins”, reportou a perda de um hectare de vinha, que corresponde a cerca de 10 mil quilos de uva. Existe ainda o receio de que mais sete hectares estejam em perigo devido a um novo foco de incêndio em Rebordelo, no concelho de Vinhais. Na sua produção de azeite, quatro dos sete a oito hectares de olival foram atingidos, resultando numa estimativa de 70% de perda na produção das áreas ardidas para o presente ano.
Redação | C/ Lusa

