O distrito do Porto registou o maior número de incêndios rurais em Portugal Continental até 15 de agosto de 2026, com 955 ocorrências. Contudo, Vila Real foi o distrito com a maior área ardida, totalizando 13.562 hectares, o que corresponde a cerca de 24% do total nacional.
Portugal Continental registou um total de 6.388 incêndios rurais entre 1 de janeiro e 15 de agosto de 2026, os quais resultaram na destruição de 56.586 hectares de área. Os dados, compilados no relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), detalham que esta área ardida é composta por 25.732 hectares de povoamentos florestais, 24.995 hectares de matos e 5.859 hectares de terrenos agrícolas. Os concelhos de Valpaços, Mirandela, Águeda e Vouzela foram os que registaram as maiores áreas afetadas.
Em termos de causas, o ICNF apurou que das 5.327 ocorrências investigadas – representando 83% do total de incêndios e 37% da área total ardida –, as queimas e queimadas são a principal origem dos focos, respondendo por 37% dos casos. O incendiarismo, provocado por atos imputáveis, surge como a segunda causa mais frequente, com uma percentagem de 17%. Outras causas identificadas incluem reacendimentos (9%) e o uso de maquinaria (7%).
Geograficamente, o distrito do Porto lidera em número de incêndios com 955 registos, seguido por Braga (610) e Vila Real (558). No entanto, o impacto em termos de área ardida difere significativamente. Vila Real destaca-se com 13.562 hectares devastados, o que representa aproximadamente 24% da área total queimada no período analisado. Seguem-se Bragança, com 9.909 hectares, e Viseu, com 8.325 hectares, como os distritos mais flagelados pela extensão das chamas.
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